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A utilização de iscas naturais ainda é bastante realizada,
apesar de ter-se de caçar a isca antes de começar a pesca. Abaixo
seguem algumas dicas para melhor utilizar as iscas naturais e conservá-las:
- Por experiência de pescadores de beira de praia, o camarão descascado
ainda representa a melhor opção na captura de peixes, sendo o
seu uso muito bem aceito não só pela sua resistência, mas
sua praticidade e facilidade de compra. Ao comprar o camarão, escolha
sempre o fresco (novo) e que se mostre consistente para a pesca de arremesso,
assim como o seu tamanho adequado para o tipo da pescaria (barra leve, média,
pesada).
- Ao chegar à praia, encontrando outros pescadores, procure saber a isca
utilizada e os peixes que estão sendo fisgados, isso pode lhe ajudar;
- Procure informações junto a moradores locais, sobre o tipo de
peixe da região e a isca comumente utilizada;
- Procure, ao máximo, conservar as iscas bem acondicionadas, no gelo
enrolado em jornais para evitar que as queime e sempre que puder evite o acúmulo
de água;
- Quando da captura de peixes de pequeno porte e onde os sítios estejam
localizados além arrebentação, sendo necessários
longos arremessos (100m em diante), convém selecionar iscas de camarões
descascados desidratados em sal, a fim de evitar que se desprendam do anzol,
quando dos açoites;
- Manter as mãos limpas e livres do cheiro de óleos (protetor,
bronzeador, etc.), repelentes, nicotina de cigarro ou outra substância
que produza forte odor, pois isso, no final, pode fazer diferença em
pegar ou não o peixe;
- O tamanho da isca tem que ser proporcional ao tamanho do anzol. Para anzol
pequeno, corte as iscas com uma tesoura, para que não tenham farpas;
- Existe no mercado um material chamado "elastricot", que é
um fio elástico em que é possível amarrar a isca ao anzol
com extrema facilidade, impedindo que com o arremesso, a isca venha a cair ou
facilitar a sua soltura pelo beliscar constante dos peixes.
Veja mais tipos de Iscas Naturais
A pesca com isca artificiais é muito diferente da pesca praticada com
iscas naturais. No caso de pesca com iscas naturais, o que se está praticando
é uma pesca de espera, onde o peixe é atraído pela isca
oferecida, através do odor e do paladar. Ao contrário, as iscas
artificiais produzem uma pesca mais dinâmica, onde se tentará,
com o trabalho (movimento) da isca, dar vida a uma isca feita de madeira, plástico
ou metal, imitando um peixe em seu habitat natural. Com isto, exploraremos outros
sentidos dos peixes, como a proteção dos filhotes, domínio
territorial, instinto predador, reflexo, irritabilidade, competitividade e até
curiosidade, fazendo com que ataquem as iscas artificiais por estes motivos.
Assim, o movimento destas poderá simular um peixe em fuga, um peixe ferido
ou então no caso de predadores como traíra, dourado, robalo, black
bass, tucunarés ou outro peixes agressivos, imitar um peixe invasor no
território destes predadores.
Com este trabalho realizado pelas iscas artificiais, outros fatores são
determinantes no sucesso ou não deste tipo de pesca. Assim, a precisão
dos arremessos tem importância relevante, tanto como atingir com a isca
a região de caça do peixe (peixes predadores costumam caçar
próximos às estruturas, sejam galhadas, troncos, pedras ou outros
anteparos que servem como esconderijo).
As condições externas, como temperatura, variações
climáticas e pressão atmosférica são fatores que
podem definir o sucesso ou não de uma pescaria, isto sem falar em cor
e altura das águas, que também são importantes. A adaptação
do pescador à essas condições é um grande desafio
que enfrentamos. Claro que não devemos esquecer que em pescaria não
existe nenhuma regra incontestável. Mas, apesar disto, através
de estudos e observações, podemos estabelecer certos critérios
para a escolha do tipo de peixe objetivo, bem como o local e iscas que poderão
ter sucesso em cada uma de nossas investidas.
As iscas artificiais possuem tipos de trabalho diferentes entre si. Basicamente são divididas em iscas de superfície, meia água, de fundo ou metálicas.